domingo, 22 de abril de 2012

Então tá bom, vamos falar de sexo!


Lutamos tanto para que o pudor que envolve o sexo deixasse de existir, e ao que parece conseguimos. Mas o que sinto é que essa ofensa, essa vergonha, esse pudor apenas foi transferido. Hoje falamos e ouvimos abertamente sobre sexo, sobre vontade, sobre descompromissar as coisas, sobre separar amor de sexo. Conversamos entre amigos, lemos, ouvimos , cantamos, assistimos produções que envolvem sexo de uma maneira normal, um assunto trivial. Assim como o ultimo capitulo da novela, o melhor gol da rodada, a melhor padaria da redondeza, o preço da gasolina, a prova da semana que vem. Entretanto quando o assunto é amor, gostar, namorar, tudo cai por terra e aquele sentimento de negação toma conta dos olhares e das atitudes. É difícil assumir que estamos apaixonados, mas é tranquilo dizer que sentimos desejo. Colocamos diminutivos nas coisas só porque não temos tanta coragem assim pra dizer a verdade, ou seja, palavras como: rolinho, casinho, namorandinho, surgem com força total. Um bombardeio de neologismos com um fundo de eufemismo.
Soa cada vez mais natural os verbos : querer, desejar, ficar na conotação carnal, sexual. E cada vez mais difícil dizer: querer, desejar, ficar, gostar, apaixonar no sentido "romântico" das coisas. É bem estranho, pois são coisas que se interligam e se separam facilmente, mas que não obedecem a nenhuma regra. Assumir sentimento está cada vez mais difícil ao passo que falar de sexo é premissa pra estar no mundo moderno. Haja talvez uma inversão. Será que a próxima reivindicação dos jovens será por: Suco natural, paixão/amor, presença no lugar do clássico: drogas, sexo e rock and roll.
Bom, por ora falaremos de sexo e tesão já que é démodé falar sobre amor e paixão! 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Por fora uma serenidade indiscutível, mas por dentro, ah por dentro o sangue ferve


E mais uma vez sentimento.
Estou me sentindo insuportavelmente idiota por mais uma vez querer falar de sentimento. Logo eu que sempre abominei tal postura. Entretanto, eles estão cada vez mais latentes em mim. Tenho um misto de raiva, inconformismo, impotência, por ter sido deixada. O verdadeiro “terror de ser deixada” musicado por Maria Rita em “Não Vale a Pena”. Não queria que assim fosse,- claro-, ninguém quer ser “passado pra frente”. Isso ainda não foi digerido pelo meu orgulho, o que me faz muito mal. Já que sou extremamente orgulhosa e vingativa. Toda minha complacência, minhas atitudes boas, meu olhar sincero e calmo, desaparecerem no meu orgulho cego.
É um nó na garganta, uma ansiedade, uma vontade colossal de fazer algo, de aliviar essa condição. De olhar, falar, sentir, provocar... Meu extinto pede essa atitude, mas me controlo, me policio, coloco limites. Mas, por dentro, o sangue ferve.  Por fora uma serenidade indiscutível, mas por dentro, ah por dentro sou um vulcão prestes a explodir e destruir.  Controle, respire, controle, engula, pense, respire, acalmasse e assim vai. Até que, a primeira oportunidade surja. O problema é: cadê essa oportunidade? Estou esperando desesperadamente, mas algo me diz que não acontecerá. Infelizmente sinto que não acontecerá. Isso me preocupa, porque sei que levarei isso engasgado por muito tempo.
E pior é que não gosto de ser assim, me sinto podre. É horrível sentir prazer em dizer “Bem- Feito”. Mas, é assim. Oras, é assim! Não estou aqui dizendo que torço pra que as pessoas sofram, mas pra algumas e certas situações digo mesmo, e pior, sinto prazer. Não faço mal a ninguém, procuro não julgar, não comentar as atitudes alheias, mas não invada meu espaço e me faça mal. Não desperte sentimentos que tento disfarçar, não seja ingênuo a ponto de achar que sou boazinha pra todo o sempre, pois não sou!  Aquele sorriso constante é verdadeiro assim como meu olhar de ódio e desprezo. E nessa arte, sou mestra. Na arte do desapego, já estou fazendo meu doutorado.
Prefiro o nada ao só isso. Prefiro não comer a pegar só um pedaço. Prefiro não saber a ter que esperar o próximo capítulo. Prefiro morrer cedo vivendo tudo a morrer tarde vivendo aos poucos. Prefiro fazer tudo a ter que fazer coisas pausadas. Prefiro a pressão à calmaria. Não sou ponderada. Não sou controlada, organizada, sou a bagunça, o caos. E não vou mudar. Não trabalho aos poucos. Ou faço muita coisa ao mesmo tempo, ou não faço nada.
Engana-se quem acha que sou tranquila e extremamente de boa. Não sou! É que não me importo com coisas irrelevantes. Não entro em discussões idiotas, não perco tempo explicando sobre meus pontos de vista com quem eu sei que não tem argumentação, não falo de novela, não sei sobre cores de esmalte e muito menos quero que me expliquem. Sou a melhor pessoa pra segredos, pois esqueço. Não fico remoendo e instigando as pessoas, por mim tanto faz. Prezo com toda minha vitalidade a boa convivência, a lei da boa vizinhança, o bem estar no ambiente. Sei que essas atitudes passam a ideia de uma menina calma, tranquila, que não se envolve em brigas, que não tem inimigos. Fato! Mas não. Perdoar é difícil, não corro atrás e pior se me envolver em uma briga, irei até o final. Ressentimento se transforma facilmente em repúdio. E eu vou fazer o que!? Apenas controlo, e controlo muito. Vou ao extremo para o tal vulcão não entrar em atividade.  Entretanto o sangue ferve!
Por fora uma serenidade indiscutível, mas por dentro, ah por dentro o sangue ferve!

domingo, 15 de abril de 2012

E no final das contas, nada é o que parece ser.

E no final das contas, nada é o que parece ser. 
     Percebo que as pessoas buscam incessantemente um amor, um afago, uma resposta às incertezas, uma companhia. Buscamos aquele alguém para pensar antes de dormir, para ligar no final do dia, alguém que nos dê a certeza de não estarmos sozinhos. 
     São músicas, filmes, livros, roupas, novelas, textos, fotos, comportamento que nos remete a felicidade à dois! Somos bombardeados a todo instante por essa paixão, por esse sentimento de amor instantâneo. Aquele sorriso livre, braços entrelaçados, olhos direcionados e uma atmosfera de querer imensurável..Como se todos os objetivos da vida culminassem em ter alguém para dividir carinho. Criando a imagem de seres únicos que se amam e que estarão juntos pela eternidade. Entretanto, tenho algumas ponderações... 
    Observando casais reais, ouvindo conversas daqueles que não estão só e pensando como alguém fora dessa realidade, percebo que algumas relações são sem projeções para o futuro. Poucos querem casar e ter filhos, poucos imaginam aquela pessoa como a ultima de suas vidas, e ainda, poucos são capazes de assumir que aquela relação é algo que faz bem por hora e que não há planos definidos para o futuro. Sim, é estranho! Aos olhos de quem observa isso sugere uma ilusão, uma realidade inventada, uma felicidade momentânea estilo comercial de margarina. Já pra quem vive essa história, nada disso faz sentido e pensar desse jeito é anular todo o bem querer que uma relação a dois envolve.
    Quando vejo casais que respondem como um único ser, quando percebo que as pessoas pararam de ser o que eram antes, quando percebo que não há mais amigos individuais, apenas amigos do casal ou amigos de outros tempos, todos os meus pensamentos são dominados e embasados em um repudio, inconformismo, um certo : "deus me livre!" . Penso em liberdade, atitude, personalidade,  futuro, passado, enfim, não me projeto nessa situação. Bom,- que a verdade seja dita - , tal realidade seria exageradamente forçada se fosse comigo.Mas  tenho vontade de estar em um clipe de bandas românticas na qual os casais estão juntos, com todo o estereótipo de felicidade.
    Não, não quero casar e não faz parte dos meus projetos ter filhos. E muito menos tenho medo de dizer que tudo é passageiro. Não acredito no pra sempre e não sei imaginar minha vida projetando mais alguém nela. Mas é fato que quero alguém nela. Não sei se agora, se por muito tempo, quem, de onde, enfim, não estou ponderando estar ou não em uma relação. É só uma consideração que no final das contas, nada é o que parece ser.
     Não há pensamento de amor eterno, não há quem supere a ausência sozinho. Não existe personalidade única, um casal não é um único ser, viver sem ter alguém pra apaixonar-se não é tão legal quanto dizemos, sair com os amigos e somente com os amigos às vezes não é o suficiente. Não é tão fácil estar junto e também não é tão difícil não estar

domingo, 8 de abril de 2012

Cedo ou tarde toda menina torna-se mulher. !


Cedo ou tarde toda menina torna-se mulher. E quando isso acontece é preciso encarar o mundo de outra forma, esquecer a redoma de vidro que a separa da dor da realidade. O muro que protege a princesa do mundo. Sair das proteções e da desculpa de ser uma criança, encarar as responsabilidades e ter um pouco mais de maturidade para lidar com o dia-a-dia.
Ser mulher é saber que nada e ninguém, além delas mesmas, possuem o poder de torná-las mulheres. Não há terceiros, não há novas atitudes, não há livros, revistas, programas de televisão, conselhos, amores, desamores que façam essa passagem. Esses são fatores que podem acelerar, influenciar, servir como escopo, provocar reflexões, mas não são e nunca serão os responsáveis.
Ser mulher é aprender que para ser feliz não é necessário ter homem envolvido. Ser mulher é aprender que para ser feliz é preciso assumir suas escolhas, seus pensamentos, suas formas, sua história, seu passado. Não há ninguém no mundo que fará uma mulher sentir-se confortável sendo que ela não se sente confortável com ela mesma. Se a imagem não a agrada, se as atitudes, conversas, dia-a-dia não despertam o sentimento de orgulho próprio, não haverá elogios que farão sentido.
E pensando em elogio, o alimento do ego, ser mulher é ser mais que ouvidos espertos para ouvi-los. Ser mulher é ter a certeza de que o que dizem é verdade. Despertar o interesse alheio e não ser surpreendida por um elogio, mas sim, entendê-los. Crie uma marca. Não é possível ser tudo, deixe que as pessoas descubram suas qualidades. Mas assuma uma postura: a linda mulher, a mulher interessante, a mulher estudiosa, a mulher esforçada, a mulher simpática, a mulher inteligente, a mulher de atitude, a mulher incomum, crie a sua mulher, aquela que te representa prioritariamente e deixe que as outras apareçam naturalmente.
Uma mulher aprende que todas e todos- a principio- são iguais, entretanto, o que os diferencia é o que encanta. Optar pelo peculiar, pelo exclusivo, pelo seu. Uma mulher aprende que mesmo que não esteja plenamente satisfeita com seu corpo não deve contagiar o mundo com sua insatisfação. Não há perfeição, faça do bom o melhor. Procure roupas que disfarcem coisas que não gosta no seu corpo para que se sinta bem. Leia livros de assuntos que queira conversar. Frequente lugares que terás orgulho em apresentar ao próximo. Assista programas que acrescentarão algo à sua vida. Ame o que vale a pena. Coma o que não irá provocar arrependimento. Esqueça o politicamente correto, o certo e errado, os pensamentos alheios, afinal, uma mulher aprende que só ela pode fazer esse julgamento.
Uma mulher simplesmente é uma criança que não precisa de adultos para ajudá-la. Uma mulher é ser uma criança com personalidade suficiente para ser suficientemente independente. Não crie dependência na fase da vida que a única coisa que se espera das pessoas é que sejam independentes. 

O tanto faz é a permissão de não participar de nada e simplesmente botar o bloco na rua!


“ Eu quero botar o meu bloco na rua. Eu por mim, queria isso e aquilo. Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso. É disso que eu preciso ou não é nada disso. Eu quero é todo mundo nesse carnaval ...!” Pelo direito de querer o diferente e de querer o comum. Pelo direito de não ter que ter uma opinião formada sobre tudo. Pelo direito de não se envolver. Pelo direito de dizer: tanto faz. O fato de não estar nem contra, muito menos a favor não significa alienação. Significa uma escolha em não ter a obrigação de estar partidário a nada. Pelo direito de não precisar ter uma resposta pra coisas que não interferem no rumo das coisas.

Assim como temos o direito da revolta, da luta, do contraponto, deveríamos ter o direito de simplesmente não estar ligando para o que não é relevante. Azul ou amarelo? Sábado ou domingo? Cedo ou tarde? Junto ou separado? Perto ou longe? Oras não sei ! Não quero saber! Não quero decidir coisas que a decisão não é entre o bom e o ruim, sim ou não. Coisas relevantes, coisas importantes, coisas inteligentes isso sim. Mas trivialidades não sou especialista. Não gosto, não curto! Sim, não sei decidir coisas que no final tem o mesmo impacto. O tanto faz não significa falta de opinião, mas expressa que qualquer opção satisfaz. O sim e o não, esses sim, deveriam ter o significado concreto, de uma única interpretação. Mas o “tanto faz”, - coitado - , ele é tão renegado, interpretado como desleixo. Não! O tanto faz é a permissão de não participar de nada e simplesmente botar o bloco na rua!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

domingo, 7 de agosto de 2011

O que é o amor?

O que é amor?

Uma grande duvida, a qual, cada ser humano tem o direito de definir e escolher como expressá-lo. Sem definição correta, sem o concreto, sem o abstrato, sem o tato, sem porquê, razão, sem motivo, por impulso, por motivação, por certeza, por vontade, por medo, por gosto, por raiva, por desgosto, por carinho, por conseqüência. Enfim, o que amor?

Porque se busca tanto entender o conceito de tal palavra, de tal ato, de tal sentimento, de tal metáfora. Seria tudo isso verdade, ilusão, certeza, coração? Algo vendido, comprado, feito, criado, descoberto. Uma busca incessante, um caminho sem volta, a nossa volta.

Dentre tantas formas de amar, está a escolha do que amar, por quanto tempo amar, qual a razão de amar, qual intensidade amar.Sim, mais difícil que definir, é sentir, camuflar, enganar, se enganar. Mais complexo é pensar em tudo, é racionalizar o que não é racional.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Precisa acontecer alguma coisa meu bem !

Precisa acontecer alguma coisa, está tudo tão certo, tão óbvio. Estou precisando de um pouco mais de aventura, de emoção, de suspense! Está faltando o famoso frio na barriga, o medo do incerto, o imprevisto.
A minha vida anda muito bem formatada. Presa a horários, a lugares, a poucas funções. Estou precisando de um pouco de Carnaval na minha vida. Preciso ser um pouco mais Vany.
Não estou aqui reclamando da estabilidade, longe disso, só estou relembrando os momentos que fazem a vida um pouco mais empolgante. Quero o imprevisto, a loucura, a vontade de ser e fazer, a liberdade e o espaço para assim ser.
A monotonia nunca foi a minha amiga, alias não nos damos bem! A inconstância e a vontade de ser mais me fazem, me definem.
Tô precisando variar, criar, causar!
Quem sabe um novo amor, ou uma paixão avassaladora ou até mesmo um novo passatempo?
é, como diria Raul:
" Tem que acontecer alguma coisa neném. Parado é que eu não posso ficar
Quero tocar fogo onde bombeiro não vem
Vou rasgar dinheiro, tocar fogo nêle, só prá variar ".


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Bom mesmo é quando faz mal, será ?

O que separa o bom do ruim, nesse caso, é tão pouco que eu vivo sem saber definir o que eu acho de tudo isso! Ou melhor, o que acho de só isso.

Não sei se tal situação é algo que faz bem ou não. Não faz bem a minha vaidade, isso é fato. Mas mata minha vontade, desperta feminilidade e provoca meus instintos. Faz mal a minha consciência, mas faz bem ao meu corpo. Polui meus pensamentos, me provoca ódio, prazer, vontade, raiva, passionalidade, crises de julgamento, coloca em xeque minhas verdade e valores….

Não sei se devo continuar, se devo parar, se é algo certo, se é uma brincadeira, se é alguma coisa, se é coisa séria, se é digno de pensamento, se é digno de sentimento, se é pra valer, se é para passar o tempo. Não sei se quero, se preciso, se faz parte do jogo, ou se é uma história à parte. Não sei se quero mesmo saber de tudo isso. 

Só sei que está difícil toda essa confusão que me causastes.  Não me arrependo, talvez até faria mais uma vez, talvez não. Como saberei ? O que importa saber também. Sinto falta de coisas que eu tanto repugnava. Fui traída pela minha cumplicidade. Fui traída pela minha verdade, pelo meu sentimento de auto- suficiência. Foi no meu desabafo que eu tracei o caminho para o fracasso. Disse coisas de mais a quem, hoje, pensa antes de me dizer ou fazer algo. Fui demais com quem hoje é de menos. O que eu fiz? O que eu deixei de fazer? Está certo o que eu estou fazendo?  O que é mais definitivo na vida de alguém: o passado, o presente ou o futuro? A ausência ou a presença? O conceito de amor ou de necessidade? A verdade sincera ou a mentira singela? O que devemos saber para conviver ?
A minha independência parece que se tornou dependência!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Minha doença

Sofro do um mal chamado nostalgia! Sim, nostalgia pode ser considerado,- pelo menos no meu caso-, como uma doença, algo que impede que o passado e o presente se envolvam. Algo que torna o futuro e o passado tão similares, tão sinônimos, tão dependentes. O meu mal parece não ter cura, nem explicação. Mas é mais do que comprovado que a nostalgia faz parte do dia- a- dia dessa bauruense, que cada vez mais agrega valores paulistanos.
Nostalgia pode ser definido como: saudade pungente de coisas, pessoas ou situações do passado. Nada pode definir melhor essa sensação que eu sinto, essa condição que vivo ou essa forma de construir uma historia. Tenho uma tendência a vangloriar as coisas que passaram e as pessoas que não estão tão presentes no momento real. Não entro no mérito de ser ou não momentos melhores, mas sempre tenho a sensação que a semana passada foi melhor que essa. Sendo assim, fico no presente imaginando as coisas do passado e tentando no futuro reviver cada ponto.
Não sei se há mais alguem no mundo que sofre desse mal. Acredito que sim, mas prefiro não encontra-las.
Tudo é perfeito depois que passa. Sim, é assim que eu encaro as coisas, as pessoas, os momentos, a vida.
Levo minha memória como melhor presente da minha vida!

sábado, 15 de maio de 2010

um desabafo

Não gosto de escrever sobre a minha vida. Não gosto de expor problemas, não acho que seja viável colocar os problemas para todos que queiram ter acesso. Mas preciso desabafar.
Não por nada, mas preciso de coragem para dizer chega. Não aguento mais perder o sono por coisas que não me agregam. Não posso mais ficar calada. Não quero mais ficar lamentando pelas entrelinhas, fugir das situações, perder a vontade de fazer as coisas ou de estar com certos "alguéns" .
Minha imaginação não dá mais conta de prever coisas, de criar situações ou desculpas. Não preciso disso. Nunca fui assim. Vou largar essa comodidade, isso faz mal. Isso faz com que você não tome conta da sua vida. Odeio não ter as cartas na manga. Não vou continuar em um jogo que eu sei que vou perder. Não dá para pedir seis quando não tem carta. É, na mão de 11, não dá pra pedir truco.
Vou pedir a saideira, já passou da hora. Antes que eu caia de bebada na rua, é melhor ir embora! Calma, que eu já estou saindo.....
Não sei bem ao certo se quero ir, mas sei que ficar não dá. Não posso. Ficar significa me enganar. Acreditando que as coisas são sinceras, que os momentos são marcantes. Mas não, é tudo uma relação pontual, tudo não passa de cobranças e em outros aspectos a falta dela.
Não vou receber ordem e não vou ficar de fantoche na mão dos outros.... Cansei de matar a vontade e de fazer trabalho mandado. Já era, estou voltando a sobriedade, encontrei a sanidade, e vou usa-la como jamais foi usada!
;D
Garçom, por favor traga a conta!


sábado, 1 de maio de 2010

coisas Comuns

Quem foi que transformou o sonho em realidade? Quem foi que privou as pessoas do impossível? Quem foi que disse que quem sonha sempre alcança? Quem inventou ou descobriu essas coisas? Porque essa duvida agora? Qual é a verdade das coisas? Qual é a verdade das palavras, das frases, dos sentimentos? Quem sabe a definição exata das palavras? Quem é que sabe quando a verdade está na mesa? Quem é que pode fazer ponderações do certo e errado? Quando é o momento certo de mudar as coisas? Qual é o rumo certo das vidas? Quem inventou a desilusão?


domingo, 7 de março de 2010

um fato, apenas fatos....

Estou me sentindo meio sozinha. Sozinha de tudo e de todos. Sozinha de mim, até. Ando olhando para tudo que acontece ao meu lado, e tudo parece tão vazio, tão confuso. Espero respostas, espero que o tempo passe, espero encontrar alguem conhecido que não vejo a anos, espero que tudo isso aconteça. A minha unica pretensão é que aconteça. Espero encontrar meu passado e cruzar com meu futuro. Espero não ser tão difícil passar por tudo. Estou me sentindo sozinha, estou sentindo o "só" batendo. Como se fosse um ciclo, eu caio de novo no mesmo quadro que já cai outras vezes. Só espero que isso passe, ou que algo volte. Só espero não esperar demais e só.
Estou perdida quanto ao meu futuro, indecisa quanto ao meu presente, e cega quanto aos momentos rotineiros. As vezes me pego pensando mais uma vez a mesma coisa, ou ainda, me pego lembrando coisas que não existiram, ou bolando planos mirabolantes enquanto o presente não é tão promissor. É como se fosse uma fantasia, sem muitos personagens , sem muito enredo, sem muitas aventuras, sem muitos suspenses, sem um grande ápice, sem uma grande previsão de desfecho. Uma historia sem muitos motivos de terminar de ouvi-lá. Algo tão comum que chega a se trivial. Algo tão socialmente aceitável que chega a ser repugnante.
Quantas pessoas cruzam nosso caminho? Quantos conhecemos, conversamos e no fundo temos a certeza que tudo isso só durará o tempo que a comodidade permite estar perto? Cada vez mais tenho essa certeza, cada vez mais encaro esse fato na minha frente.

Achei pertinente!

Use Somebody

Usar Alguém

I've been roaming aroundEu venho perambulando por aí
Always looking down at all I seeSempre menosprezando tudo o que eu vejo
Painted faces, fill the places I can't reachCaras pintadas, Constroem lugares que não alcanço
You know that I could use somebodyVocê sabe que eu poderia usar alguém.
You know that I could use somebodyVocê sabe que eu poderia usar alguém
Someone like you, and all you know, and how you speakAlguém como você, e tudo o que você sabe, e como você fala
Countless lovers under cover of the streetInúmeros amantes escondidos na rua
You know that I could use somebodyVocê sabe que eu poderia usar alguém
You know that I could use somebodyVocê sabe que eu poderia usar alguém
Someone like youAlguém como você
Off in the night, while you live it up, I'm off to sleepPela noite, enquanto você vive, Eu estou dormindo
Waging wars to shake the poet and the beatGuerras que dão formas ao poeta e à batida
I hope it's gonna make you noticeEspero que isso faça você reparar
I hope it's gonna make you noticeEspero que isso faça você reparar
Someone like meAlguém como eu
Someone like meAlguém como eu
Someone like me, somebodyAlguém como eu, alguém
Someone like you, somebodyAlguém como você, alguém
Someone like you, somebodyAlguém como você, alguém
Someone like you, somebodyAlguém como você, alguém
I've been roaming around,Eu venho perambulando por aí
Always looking down at all I seeSempre menosprezando tudo o que eu vejo

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Não sou do contra, já falei!

Por muitas vezes escutei que sou do contra. Que independente do motivo, a possibilidade de ir contra a grande maioria é grande. E contra, pelo simples fato, de não concordar com aquela visão que se tem de algo. Não concordo que assim seja- tá, eu sou mais ou menos do contra-. Na verdade tenho outra maneira de encarar as coisas. Não creio que tudo seja tão obvio e nem acredito que o ser humano possa ser tão cruel. Acho que as respostas podem estar camufladas em preceitos e clichês. Ninguém é tão inocente e ninguém é tão culpado em uma história, portanto, nada mais certo do que analisar qual a melhor verdade. Mesmo que isso lhe torne “do contra”.

Não creio que seja sempre a oposição, só tenho outra maneira de encarar a vida. Tenho valores bem definidos, crenças formadas, opinião espontânea e um toque de revolução. Uma vontade absurda de ir além do que é obvio uma vontade de mudar paradigmas e de mudar todas as primeiras impressões. Detesto julgamentos, pessoas curiosas e intrometidas. Faz parte de mim, não me importar com a vida alheia. Pra mim tanto faz, quanto tanto fez o jeito com o que as pessoas levam a vida. Não espero que achem que a minha vida tem certo e errado – ah, isso é uma eterna discussão: o que é certo!? O que é errado!? Qual o parâmetro para tal definição!? -. Não me venha com falsos moralismos e conceitos prontos de castidade e pacificação. Até hoje nunca vi ninguém que nunca se irritou com nada. Também não me venha com prepotência e arrogância! Não nasci para agüentar egos que não cabem dentro de si.

O fato de ser ou não do contra, não é o foco, mas sim, causar polemica e discussões. Fazer com que as pessoas pensem um pouco no outro lado das situações, fazer com que as pessoas vejam que é possível ser vários sendo um só. Fazer com que um mesmo sorriso traga diferentes conotações e desperte diferentes interpretações. Fazer com que descubra que o mesmo dia chuvoso, pode ser a salvação como o verdadeira destruição.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Ausência e a não presença!

aii, a tecnologia, a modernidade, essas novas invenções.... Chega até se engraçado como todas essas inovações tecnológicas nos deixam mais perto das pessoas. Em qualquer lugar é possível ouvir a voz, ver os rostos, saber o que se pensa, descobrir passados, enfim , em instantes podemos saber de tragédias ou glórias de qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo.
Mas toda essa facilidade, creio, que nos deixa muito acomodados. Mandamos um simples sms e achamos que é o suficiente para expressar o que sentimos. Ou pior, deixamos recados e depoimentos expressando sentimentos que nem de longe são reais.
Quantas vezes substituímos uma visita por um e-mail, um recado? Quantas vezes deixamos de dar um abraço e ligamos para justificar tal ato? Quantas vezes culpamos o tempo por não estarmos vivendo junto a alguem ?
E a tecnologia que aproxima, ameniza a saudade, que faz os sentimentos aflorarem, também é aquela que nos deixa relapsos, acomodados e cheios de vontade de estar perto. Ver fotos, assistir a videos, ler recados, e-mails, cartas.... enfim qualquer meio de comunicação que não necessita do contato, da presença, se fazem tão indispensáveis, tão necessários, tão eficientes. Mas, nada é melhor que olho no olho, abraços, olhares, risadas, expressões corporais, toques, nada é melhor que a presença.
A nossa vida hoje se faz para compensar a ausência , mas em muitos casos pagamos o caro preço de não estarmos presentes.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Meu caso!

Estou tão feliz! E, estou de besta. Sem motivo especial, sem nada novo, sem nada que faça a diferença. Mas estou bem feliz.
Um sorriso sempre domina minha face sem que eu pense ou faça algum esforço para expressa-lo. -Tá, que eu sempre vivo dando sorrisinhos alheios é fato, mas...-.
Estou feliz por ter amigos, por ser amiga, por estar perto, por estar longe, por dormir pouco, por poder acordar mais tarde. Parece tonto, alias é bem tonto. Essa bauruense aqui fica feliz por achar um ônibus que chegue no destino mais rápido, fica feliz quando a aula começa mais tarde. Fica feliz quando recebe uma mensagem de algum dizendo que está com saudades. Fica feliz quando alguem que está perto diz que você faz falta. Fica feliz quando alguem diz que lembrou de você por alguma razão. Fica feliz quando tem companhia para voltar ou ir para algum lugar.E essa, é a mesma bauruense que não tem tempo para responder recados, que não lê todos os e-mails, que não pode ficar até tarde na internet conversando com quem está longe porque tem que acordar cedo e se manter desperta durante o dia todo, que está sempre atrasada, que quase nunca pode ir a algum lugar diferente de seu cronograma.....
Motivos para sofrer sempre há, motivos para ficar com dó de si mesmo sempre existe. Mas quem tem objetivo, sonho, vontade, amigos não tem o direito de achar que é merecedor de pena. Esse é o meu caso! Eu me enquadro nessa parcela da população. Tenho tudo que preciso para ser feliz, e tenho obrigação de assim ser. Sendo assim, preciso expressar com sorrisos, abraços, elogios, momentos tudo o que as pessoas proporcional a mim. Queria poder ficar mais com quem eu gosto, mas não dá. Não sou duas, ou três, ou até mesmo onipresente( mas, bem que eu amaria assim ser). Não dá para estar aqui e acolá tão rapido. Não dá para juntar tudo e todo mundo no mesmo lugar. Não dá mais para fazer parte ativamente da vida de quem eu fazia. Convivo aos poucos, com poucos, e por pouco tempo. Mas amo muito, muita gente, com muita força e por muito tempo.
Sou feliz por coisas poucas, por poucas coisas, por motivos poucos, e por motivos.Sou feliz por que gosto, por que não gosto, por que amo, por que não amo, por que sei, por que não sei. Por assim ser, e por assim não ser! Sou feliz por estar perto, por estar longe, por poder ficar, e por não poder. Sou feliz por ir, por sair, por chegar e por partir. Sou feliz, estou feliz e assim espero estar.
Afinal esse é o meu caso. Meu caso é particular, peculiar, único, meu e de mais ninguém!



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sejamos sempre sinceros vai!

Matanza.... Tempo Ruim

Eu me despeço de todos vocês
Muitos aqui não verei outra vez
Fora o inverno e o tempo ruim
Eu não sei o que espera por mim
Mas pouco importa o que venha a ser
Se eu tiver um dia a quem dizer

Quero que a estrada venha sempre até você
E que o vento esteja sempre a seu favor
Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão
E que esteja ao seu lado, seu grande amor


Sejamos sempre sinceros vai!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Meu sol, meu calor!

Começo de Novembro, já era chegada a hora de manhãs quentes, de tarde ensolaradas, noites agradáveis, de blusas coloridas, calças confortáveis, de cabelos ao vento, de óculos de sol. Já estava mais do que na hora de dias com ares de felicidade, chuvas de verão, de coisas que só são possíveis quando estamos nesse clima de verão...
O clima no verão é outro, as pessoas são mais leves, os rostos são mais claros, o dia parece ser mais longo, há mais disposição, há mais beleza, há mais brasilidade nas coisas.
Esse tempo quente, de sol forte, de suor escorrendo pelas costas, esse clima de verão, me trás na memoria tantas coisas que eu amo lembrar. Me faz sentir saudade de um tempo que não irá voltar mais, mas que é tão incrível saber que vivi. Trás a tona minha vida de antes, meus amigos de antes, minha casa de antes, meus momentos de antes.Um flash back único, só meu, que só eu sei o quanto é bom! Estou com tanta saudade da minha cidade, das minhas conversas, das minhas amigas, dos meus amigos, das minhas noites em baladas, nos bares, nas casas, nas ruas, nos carros.....
Estou sentindo falta da minha infância, da minha adolescência, do meu verão!!
Ahh meu verão!!!
Vontade de ficar horas com eles. Vontade estar pra sempre com eles. Vontade de ficar no sol, vontade de tomar sorvete, vontade de passear de tarde, vontade de sair de noite, vontade de respirar ares de verão.

Minha cidade, meus amigos, minha historia, meu calor, minha sombra, meu orgulho, meu amor!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Mas hoje tá dificil

Está tão difícil fazer o que parece ser mais certo e que não é a vontade. Está tão difícil abandonar esse egoísmo, abrir mão disso. Está difícil ser honesta e mostrar uma verdade que não está cotada para ser revelada.É tão difícil ser corajoso, é porque me falta ( além da vontade)uma coragem estranha, que nunca imaginei que precisaria ter, sempre achei que já estava comigo, e errei.
O comodismo talvez seja o pior inimigo da atitude. Ele impede que muita ação seja tomada, que algo seja mudado, afinal certas atitudes mudam o rumo das coisas.
Acho que uma das minhas características mais forte é a justiça e a lealdade. E está difícil passar por cima delas, isso é ruim provoca uma sensação de incapacidade. Mas essa mesma justiça e lealdade me impedem de tomar certas atitudes, alias certa atitude. Por elas deveria agir e e ainda por elas não quero. O dever e o querer são tão antagônicos nesse caso! Está tudo tão relativo, tudo tão junto, mas ao mesmo tempo tão obvio!
Fazer algo que no final das contas se sabe muito bem o resultado, e que se não fizer também!
Sempre preguei atitude, sempre fui a primeira a dizer que a nossa vida está em nossas mãos e cabe a nós traçar o rumo, não nego a verdade disso, mas hoje está difícil!