quinta-feira, 16 de julho de 2009

Único, unicamente, unicos, um bombardeio !

Algumas pessoas se tornam unicas pelo jeito único que possuem, outras pela maneira unica na qual apareceram em sua vida, outras se tornam unicas simplesmetente pelo fato de ser inevitável. Podemos chamar isso de consideração, carinho, amizade, respeito, enfim varias palavras com o intuito de enaltecê-las. Digo isso porque essa é a forma que encontrei de viver em sociedade. Não se pode tratar da mesma forma pessoas especiais e pessoas que nada fazem no seu dia, ou na sua historia,pessoas normais as quais não são dignas de outros adjetivos a não ser pessoas. Mas voltemos a dar atenção aquelas que merecem. Essas pessoas nas quais faço menção de sua importância não podem, e não devem ser tratadas de maneira trivial. Faz parte da inteligência humana saber se relacionar, e dar valor a quem merece.
As pessoas vem e vão nas nossas vidas- é clichê isso, mas é um fato, uma realidade bem factual- e por isso devemos aproveitar de momentos junto a elas, de horas ganhas da cia de quem nos faz bem. Devemos escolher e saber o que nos traz bons fluidos, o que nos motiva a sorrir, a rir, a querer mais. Devemos sempre andar e viver com um gostinho de quero mais, por que senão, qual é a razão de continuar vivendo!? E devemos ser nossos melhores amigos e saber até que ponto certas coisas devem ser mantidas, ninguém é obrigado a estar em um lugar, ou com alguém que não lhe traga frutos positivos. Todos nascemos sozinhos e assim morreremos - desde que sejamos normais -, portanto não é humanamente aceitável que escolhamos o sofrimento, ou o que não acrescenta em nossa vida.
Sendo assim, o que realmente importa nessa vida é quem se importa com você, e quem você se importa. Saiba sempre até que ponto se está disposto a trocar vidas, até que ponto você se permite se permitir, para que no decorrer do tempo não sofra e não faça ninguém sofrer. Seja sempre honesto consigo em primeiro lugar, uma vez que, jamais será possível passar verdade se dentro de você isso não é real. Seja único, ame de maneira unica , viva da mesma forma, e deixe que os outros assim te definam!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

“ Mas, calma, deixa eu ver, ..... , ahh sei lá, ... é mais ou menos isso, deu pra entender?!”!

É impressionante como certas horas as palavras que são comuns ao nosso vocabulário nos fogem, ou não se enquadram naquilo que queremos dizer. Na verdade é que em certos momentos não sabemos como enquadrá-las, não sabemos quais devemos usar, como devemos usar, qual a entonação em dizê-las. E são nesses momentos que temos medo das interpretações entre linhas, dos sinônimos, do famoso "você quis dizer" ou "não disse isso, mas foi com esse sentido". Então enrolamos ao maximo, trocamos as frases bonitas e bem formuladas, por "tipos", " ah você entendeu" , "sei lá" , palavras que nada dizem e que nenhuma força de expressão possuem. Mas é fato, quando olhamos pro nada e paramos pra ponderar o que iremos dizer, não conseguimos falar nada, e nem temos a certeza de estarmos sendo claros.

É complicado, e acho, que "intreinavel" – comecei o neologismo-, uma vez que as situações constrangedoras,assim como o que devemos responder não é previsível, e muito menos treinável. Imagine que cena bizarra, você em frente aos espelhos brincando de ser entrevistado! Bizarro, inviável, e sem fundamento, mas é uma saída. Assim como encarar as perguntas e responde-las com gírias sem significado também é, isso também não diza de ser bizarro, inviável e sem fundamento.

O famoso travar, é ,travar mesmo. Não saber responder algo que não possui certo e errado, mas que pode transformar em certo e errado. Mesmo que nunca tenhamos parado pra analisar dessa forma, mas é , dependendo do que respondemos , seja com palavras, com atitudes, com olhares, com caras e bocas, com expressão corporal, estamos dizendo sim ou não. O pior mesmo é quando verbalmente contradizemos todos os outros modos de expressão, quando nossos olhos nos desmentem, nossa respiração nos trai, nossos sorrisos aparecem sem ser convidado, quando as pernas tremem de medo e seu rosto procura estar sereno. È um complô corporal, são mais do que palavras, são atitudes, gestos, coisas que não dominamos- pelo menos eu não-.

E o que fazer?! Dizer a verdade, correr, rir, mentir... Nesse momento parecemos um cachorro correndo atrás do próprio rabo, não há saída, é aquilo, e damos milhares de voltas. Faz parte da nossa condição humana, é o que caracteriza o ser humano, e sabemos muito bem que seremos assim pra sempre, afinal nascemos humanos e assim morreremos. Isso não é defeito, não é nenhuma dádiva, algumas pessoas confiam mais em si mesmas, e não possuem tantos problemas em dizer, outras realmente não conseguem, e daí!? Quem está certo, quem está errado!? Ninguém! O fato é, alguns são mais ponderados, outros não ligam muito, uns são mais objetivos, outros mais românticos... E às vezes mudamos nossa maneira de responder pela característica de quem estamos conversando, a maneira como esse interpreta o mundo é o que irá ditar a nossa forma de conduzir a conversa. E ai, como iremos treinar isso!? Como iremos nos aperfeiçoar para não engasgar, não travar? Chegamos ao ponto! Esse ponto : " Mas, calma, deixa eu ver, ..... , ahh sei lá, ... é mais ou menos isso, deu pra entender?!"

domingo, 21 de junho de 2009

Mesmo aqueles que não vieram a óbito, estão mortos!

Ah meus heróis, se não vieram a óbito, morreram por que não acreditam mais na suas causas.

Sou uma grande admiradora de revoluções, de homens, mulheres que dedicaram suas vidas por suas causas. Não irei me aprofundar no julgamento se a causa foi justa ou se é condizente aos meus dogmas e paradigmas, mas sim na coragem de defender seus propósitos. Tenho um rol de pessoas que colocaria na lista de personalidades incontestáveis. Nela não está incluso nenhum tipo de big brother, ou protagonista de novela das oito, ou algum ganhador de show de talentos importados dos EUA. Dedico à qualidade de herói, aos que realmente mudaram o mundo, que escreveram seus nomes na historia, que fizeram a historia mudar o rumo, ou que pelo menos tentaram.

Não seria plagio se dissesse que os meus heróis morreram de overdose. Todos os meus heróis, ou quase todos, morreram de overdose. Uns por overdose de vida, outros por overdose de inteligência, outros overdose de depressão, overdose de droga, overdose de talento, e outros simplesmente por overdose dos outros. Muitos deles são guerrilheiros, ou estão envolvidos com lutas armadas ou não. Desde guerras antigas e bem sucedidas, até confrontos recentes. Outros lutavam com seus talentos, muitos dos meus ídolos não músicos, músicos jovens.

Meus ídolos não são únicos, a maioria dos jovens anda gritando seus nomes por ai. Não tenho nenhum tipo de vergonha em dizer que meus ídolos são relativamente clichês. Mas não venha me convencer que eles não merecem minha admiração. Não me interessa o julgamento de terceiros, a mim, meus heróis são indiscutíveis e qualquer descrição que não seja essa é uma afronta. Eles carregam tudo que eu quero ser, ter uma ideologia e seguir isso, mesmo que custe a minha vida. Aprendi com eles que morrer de overdose é melhor que morrer sem dose alguma. Não sei qual será o excesso que me matará, mas sei que morrei por isso. Sei que algum algo mais, irá tirar a vida de uma pupila.

Não leio livros de auto- ajuda, mas leio biografias. Acredito que meus ícones me ensinam a viver, muito mais do que um ninguém que nada viveu e que dita às regras de um jogo. A vida é simples, alias a vida é única. O que é essencial a alguns é pura futilidade a outros, isso é fato, só gostaria de saber como um livro de auto- ajuda poderia solucionar o problema da individualidade. Meus ídolos solucionaram. Sou obrigada a reconhecer que muitos deles não fizeram nem metade do que poderiam, morreram no meio de sua luta. Mas e dai? Pelo menos eles fizeram metade! Tem gente que completou a vida, e nada de interessante fez! Antes viver por pouco tempo, do que viver pouco.

Não sei o por quê, mas o fato de entregar a vida a uma causa, me encanta, toma meu peito, me deixa extasiada. Parece que essa é a única razão de se viver, parece que a vida só pode valer à pena se essa for vivida para uma causa. Ainda não achei minha causa, confesso que isso me frustra, mas sei que quando encontrar, dedicarei toda minha força a ela até minha morte. É muito estranho esse paradoxo, ao mesmo tempo que meu corpo é envolvido pela magia de ter um motivo para lutar, que meu coração pulsa mais forte, minha respiração muda de freqüência, que minha mente viaja e se entrega a possíveis cenários, bate a realidade que é o presente. Não passo de uma sonhadora que posta em seu blog, coisas, algumas coisinhas, que gostaria de estar envolvida. Preciso encontrar logo a minha razão de lutar, estou louca para ouvir o avançar!

 
 


  

sábado, 13 de junho de 2009

Carrego na pele!


OLHO DE HÓRUS

* Olho de Hórus é um símbolo, proveniente do Egito Antigo, que significa proteção e poder, relacionado à divindade Hórus. Trata-se de um dos amuletos mais usados no Egito em todas as épocas.

Segundo a lenda de Osíris, na sua vingança, Set arrancou o olho esquerdo de Hórus que foi substituído por este amuleto, que não o dava visão total então colocou também uma serpente sobre sua cabeça. Depois da sua recuperação, Hórus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Set.


O Olho de Hórus e a serpente simbolizavam poder real tanto que os faraós passaram a maquiar seus olhos como o Olho de Hórus e a usarem serpentes esculpidas na coroa. Os antigos acreditavam que este símbolo de indestrutibilidade poderia auxiliar no renascimento, em virtude de suas crenças sobre a alma.


Este símbolo também, frequentemente é usado e relacionado a Maçonaria.


O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Aborda o universo de um modo masculino.


O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos e é responsável pela intuição. Aborda o universo de um modo feminino.

Hoje em dia, o Olho de Hórus adquiriu também outro significado e é usado para evitar o mal e espantar inveja (mau-olhado), mas continua com a idéia de trazer proteção, vigor e saúde.

http://egito.blogmoleza.com/Primeiro-blog-b1/O-olho-de-Horus-b1-p25.htm

para mim sgnifica adaptação, proteção, renovação, intuição.
Jamais sofrerei novamente com uma mudança. Minha adaptação jamais será tão dolorosa, cansei de sofrer com o novo!
E dele tirou os olhos, e no seu lugar colocou esse amuleto que não lhe garantia visão total, mas lhe dava a intuição!
Sempre algo que vai, logo vc ganhará outro pra suprir, basta saber se renovar!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

É só o vento lá fora

Irei mais uma vez falar de sentimento, daquilo que surge ao relento de maneira sutil ou avassaladora, de algo que surge nos pensamento poluindo toda a visão futura. Estarei a falar da vida, alias de algo que tira a vida do trilho, ou que coloca. Estarei a falar de algo que tem o poder de ressurgir o que já fora perdido, daquilo que pode matar até os imortais, estarei a falar do que não é cientifico, do que não é concreto, do que não há certo e errado, da verdadeira tradução do relativo.

Falar de sentimento é ter uma licença para fazer algo que ninguém pode te condenar. O que penso ou sinto, é algo que depende apenas da minha alma, do meu humor, da minha vida, das minhas crenças, da forma que interajo com o mundo. Nada e ninguém têm o gabarito para dizer que aquilo que pulsa no peito de todos os mortais, está errado ou menos correto. Estamos falando de particularidades, estamos falando de diferenças, estamos falando de cada individuo, estamos falando de individualidade.

Não espere que sempre terá os seus sentimentos retribuídos, não passe a vida inteira acreditando na reciprocidade. Viva e deixe que os outros saibam o quanto você vive para eles. Mas jamais, queira que eles vivam o mesmo tanto para você. Cada qual possui um ritmo, uma maneira de viver. Uns gostam muito e de muita gente, outros gostam pouco de muita gente, outros gostam muito pouco de muita gente, e de nada temos o direito de mudar a posição do muito na vida deles. Podemos , mas seria uma grande besteira, mudar a posição do nosso muito. Colocá-la em algum outro lugar dessas orações, seria quase que um crime a sua natureza, mas pode ser feito. Nunca tente se machucar para mostrar aos outros como o seu sangue corre em função deles. Não seja mais um coitado no mundo, seja sim, mais um homem ou uma mulher dignos de admiração.

Faça tudo àquilo que acredita que seja o melhor, mas jamais faça aquilo que os outros acham que é o melhor. Esteja sempre convicto de todas suas ações, para que futuramente tenha argumentos para justificar seus meios. Poupando, dessa forma o papel ridículo de negar o inegável. Nada é mais humilhante e desprezível, que negar o inegável, e nada é mais lindo que assumir os atos e esperar as conseqüências de peito aberto. Digo isso porque acredito naquilo faço,e se no caminho vejo atalhos, estou pronta para assumir os perigos.

Embasada na tese que toda ação merece uma reação é que apoio o corpo desse texto. E não estou levando em consideração, jamais levaria, o fato que podemos desviar de tudo que volta, já que, tudo que vai , volta. Não estou considerando o fato de poder sair pela tangente, de poder escapar nas brechas, não estou levando em consideração o "se" e nem o " depende". Estou tratando de sentimento, não de escapes.

Quando possuímos convicção daquilo que sentimos, realizamos atos mais próprios de nossa natureza. Quando sabemos quem somos, acabamos nos permitindo a sentir certas coisas, e excluímos outras. Nossa descrição do eu, muitas vezes é movida pelos sentimentos que habitam nossa psique, afinal quem melhor pode nos descrever, se não aquilo que está intrínseco a nossa realidade. Já que não devemos fazer julgamento dos sentimentos alheios, também não devermos palpitar na maneira que os outros levam a vida, já que essa é o reflexo daquilo que sentem.

Não devemos compreender, muito menos aceitar a maneira com que o outro vive a vida. Quem é você para compreender os atos de terceiros!? Quem sou eu, para tal tarefa!? Não sou ninguém, você não é ninguém. E aceitar?! Aceitar o quê? Não se trata da sua vida. Devemos mesmo, respeitar, sem fazer nenhum tipo de interferência, ou critica. Se for conveniente podemos estabelecer um dialogo pacifico e explicativo, do seu ponto de vista, mas jamais imponha atos que não são condizentes com este outro que você está lidar.

Por isso digo, que mais do que saber se é moral ou ético o que estamos sentindo, é necessário que consigamos responder a seguinte pergunta: Será que o que estamos sentindo é por nós, ou pela pressão externa? Sim, pois muitas vezes, somos induzidos a sentir algo, que não nos retrata. Quantas vezes já sentiu dó, raiva, medo, alegria, entre outros, pelo fluxo? Não venha dizer que não, se isso for verdade. Jamais entrou em briga que não era sua? Nunca sentiu dores dos outros? Vai dizer que nunca engoliu seco a oposição, só para não discordar?

E inventar algo que não existe!? Quem nunca inventou um amor, quem nunca plantou a semente de algo que não sentia? Quem nunca se perdeu na definição do que está a sentir? Quem nunca achou que era só o vento lá fora, quando na verdade era sua própria respiração?

domingo, 17 de maio de 2009

welcome to the jugle

Bem vindo a selva!

Seja bem vindo a esse lugar onde tudo parece demais, e nada parece tudo.
Bem vindo as confusões de uma mente que se divide entre obrigação e imaginação, que vive tentando esquecer o passado, projetando um futuro. Seja bem vindo as atitudes de alguém, que não sabe bem o que quer, ou de alguém que, bem sabe o que quer, e que vive esperando que esse querer esteja certo.

Uma pessoa que não consegue definir seu estado emocional, que sempre sabe que precisa estar fazendo algo, e que sente pouco tesão nas coisas que precisa executar.É estranho contar os dias para que acabe esse acumulo de obrigações, essa meta de se viver para fazer algo. Não sei se serei tudo aquilo que imaginei por uns minutos ser, não sei se terei todas as minhas fantasias completas, não sei se iriei querer ser o bem ou o mal das histórias que ouvi.Não sei se compensa o que eu faço hoje, não sei se a vida vale a pena ser vivida contando os dias para que algo melhore. Não sei se quero levar meus vinte anos dessa forma. Realmente não sei.

Assim como uma selva, não há caminhos prontos, não há certezas do que irá acontecer no caminho, não há previsões se algo irá acontecer.Tudo pode ser uma grandes expectativa e virar uma grande monotonia.

É uma grande monotonia! Bem vindo a selva! Espero que encontre aquilo que procura, espero que sua selva seja mais perigosa e incerta que a minha!

sábado, 9 de maio de 2009

Produzir X Viver

Viver ou sobreviver?
Fazer tudo igual sempre pode ser um sinal de que você apenas sobrevive. Não participar ativamente de sua vida, apenas sentir os dias passando. Percebendo, portanto, que iniciamos outro mês com as cartas com as faturas que chegam nos primeiros dias. Ou que este acabou, quando verifica o saldo, e percebe que o dinheiro está se esgotando. Verbalizar frases assustadas de como o ano passou voando, pode ser um sinal de que sua vida está acontecendo sem a sua participação, de que você está aceitando a carona dela para algum lugar que lhe é conveniente.
Na correria do dia, no peso das obrigações, na pressão do mundo, na necessidade de crescer e produzir, é quase um luxo parar por alguns minutos para nada fazer. Parar para ouvir o silencio, contemplar o escuro, sentir a respiração basal, é quase um afronto inescrupuloso da moral e bons costumes, é a maior prova de desocupação humana.
E o cabe a nós fazermos?! A revolução! Assim como qualquer maquina, precisamos de minutos, quem sabe horas de descanso. Precisamos que nossas mentes parem por alguns minutos de trabalhar em sua potencia máxima. O ócio é necessário, e isso todos nós sabemos. Não deveriamos ter vergonha em assumir que deixamos um tempo reservado para o ócio.Alias se é que deixamos. Essa gana em produzir, de ser sempre melhor, pode acabar nos levando ao tédio e a inutilidade.
É preciso um tempo para pensar em coisas boas, momentos para criar sonhos.É preciso que haja relacionamentos entre os animais, precisamos estar mais em contato com a natureza, precisamos entender tantas coisas ocultas. Temos tantas obrigações ao longo do dia que, quando conseguimos ouvir o simples cantar de um bando de pássaros, paramos para ouvir a sinfonia, sentindo um prazer indescritível nela. Assim como quando vemos o luar, ou o pôr-do-sol, coisas tão triviais, mas tão raras de se perceber.
Uma sociedade formada para produzir, para conseguir subsídios para manter-se vivo,esse é o mundo que estamos inseridos,e se não soubermos como se manter, entraremos no estado vegetativo. O desemprego surge como um câncer que logo se espalha por todos os aspectos da vida de uma pessoa. Essa ganha um novo apelido, uma nova descrição: o novo desempregado. Não possui mais nome, é o desempregado. Não tem mais ocupação, é o desempregado. Não é mais o pai de família, é o desempregado. Não é mais quem sempre sonhou em ser, é o desempregado. Aquele que nada ajuda na sociedade, aquele que nada produz, que nada pode ter, que nada pode fazer,aquele que não possui mais carteira assinada, sim , aquele que nem percebe os dias passarem, pois nem cartas de contas a pagar ele recebe,só comunicados de sua dividas sem previsão de quando serrão quitadas. Nada de saldo novo no começo de mês, nada para diferir o começo e o final do mês.Este só sente os dias passando, sem entender a magnitude disso.
Precisamos viver mais, precisamos entender o que o tempo, a vida nos reserva, precisamos ter dignidade para saber distinguir as horas que passam. As horas que passaram não retornaram , mas procure entender as hroas que virão, procure aproveitar sua vida, participando ativamente dela, não somente cumprindo sua carga horária. Bater cartão nem sempre é tão prazeroso assim.