domingo, 15 de abril de 2012

E no final das contas, nada é o que parece ser.

E no final das contas, nada é o que parece ser. 
     Percebo que as pessoas buscam incessantemente um amor, um afago, uma resposta às incertezas, uma companhia. Buscamos aquele alguém para pensar antes de dormir, para ligar no final do dia, alguém que nos dê a certeza de não estarmos sozinhos. 
     São músicas, filmes, livros, roupas, novelas, textos, fotos, comportamento que nos remete a felicidade à dois! Somos bombardeados a todo instante por essa paixão, por esse sentimento de amor instantâneo. Aquele sorriso livre, braços entrelaçados, olhos direcionados e uma atmosfera de querer imensurável..Como se todos os objetivos da vida culminassem em ter alguém para dividir carinho. Criando a imagem de seres únicos que se amam e que estarão juntos pela eternidade. Entretanto, tenho algumas ponderações... 
    Observando casais reais, ouvindo conversas daqueles que não estão só e pensando como alguém fora dessa realidade, percebo que algumas relações são sem projeções para o futuro. Poucos querem casar e ter filhos, poucos imaginam aquela pessoa como a ultima de suas vidas, e ainda, poucos são capazes de assumir que aquela relação é algo que faz bem por hora e que não há planos definidos para o futuro. Sim, é estranho! Aos olhos de quem observa isso sugere uma ilusão, uma realidade inventada, uma felicidade momentânea estilo comercial de margarina. Já pra quem vive essa história, nada disso faz sentido e pensar desse jeito é anular todo o bem querer que uma relação a dois envolve.
    Quando vejo casais que respondem como um único ser, quando percebo que as pessoas pararam de ser o que eram antes, quando percebo que não há mais amigos individuais, apenas amigos do casal ou amigos de outros tempos, todos os meus pensamentos são dominados e embasados em um repudio, inconformismo, um certo : "deus me livre!" . Penso em liberdade, atitude, personalidade,  futuro, passado, enfim, não me projeto nessa situação. Bom,- que a verdade seja dita - , tal realidade seria exageradamente forçada se fosse comigo.Mas  tenho vontade de estar em um clipe de bandas românticas na qual os casais estão juntos, com todo o estereótipo de felicidade.
    Não, não quero casar e não faz parte dos meus projetos ter filhos. E muito menos tenho medo de dizer que tudo é passageiro. Não acredito no pra sempre e não sei imaginar minha vida projetando mais alguém nela. Mas é fato que quero alguém nela. Não sei se agora, se por muito tempo, quem, de onde, enfim, não estou ponderando estar ou não em uma relação. É só uma consideração que no final das contas, nada é o que parece ser.
     Não há pensamento de amor eterno, não há quem supere a ausência sozinho. Não existe personalidade única, um casal não é um único ser, viver sem ter alguém pra apaixonar-se não é tão legal quanto dizemos, sair com os amigos e somente com os amigos às vezes não é o suficiente. Não é tão fácil estar junto e também não é tão difícil não estar. 

domingo, 8 de abril de 2012

Cedo ou tarde toda menina torna-se mulher. !


Cedo ou tarde toda menina torna-se mulher. E quando isso acontece é preciso encarar o mundo de outra forma, esquecer a redoma de vidro que a separa da dor da realidade. O muro que protege a princesa do mundo. Sair das proteções e da desculpa de ser uma criança, encarar as responsabilidades e ter um pouco mais de maturidade para lidar com o dia-a-dia.
Ser mulher é saber que nada e ninguém, além delas mesmas, possuem o poder de torná-las mulheres. Não há terceiros, não há novas atitudes, não há livros, revistas, programas de televisão, conselhos, amores, desamores que façam essa passagem. Esses são fatores que podem acelerar, influenciar, servir como escopo, provocar reflexões, mas não são e nunca serão os responsáveis.
Ser mulher é aprender que para ser feliz não é necessário ter homem envolvido. Ser mulher é aprender que para ser feliz é preciso assumir suas escolhas, seus pensamentos, suas formas, sua história, seu passado. Não há ninguém no mundo que fará uma mulher sentir-se confortável sendo que ela não se sente confortável com ela mesma. Se a imagem não a agrada, se as atitudes, conversas, dia-a-dia não despertam o sentimento de orgulho próprio, não haverá elogios que farão sentido.
E pensando em elogio, o alimento do ego, ser mulher é ser mais que ouvidos espertos para ouvi-los. Ser mulher é ter a certeza de que o que dizem é verdade. Despertar o interesse alheio e não ser surpreendida por um elogio, mas sim, entendê-los. Crie uma marca. Não é possível ser tudo, deixe que as pessoas descubram suas qualidades. Mas assuma uma postura: a linda mulher, a mulher interessante, a mulher estudiosa, a mulher esforçada, a mulher simpática, a mulher inteligente, a mulher de atitude, a mulher incomum, crie a sua mulher, aquela que te representa prioritariamente e deixe que as outras apareçam naturalmente.
Uma mulher aprende que todas e todos- a principio- são iguais, entretanto, o que os diferencia é o que encanta. Optar pelo peculiar, pelo exclusivo, pelo seu. Uma mulher aprende que mesmo que não esteja plenamente satisfeita com seu corpo não deve contagiar o mundo com sua insatisfação. Não há perfeição, faça do bom o melhor. Procure roupas que disfarcem coisas que não gosta no seu corpo para que se sinta bem. Leia livros de assuntos que queira conversar. Frequente lugares que terás orgulho em apresentar ao próximo. Assista programas que acrescentarão algo à sua vida. Ame o que vale a pena. Coma o que não irá provocar arrependimento. Esqueça o politicamente correto, o certo e errado, os pensamentos alheios, afinal, uma mulher aprende que só ela pode fazer esse julgamento.
Uma mulher simplesmente é uma criança que não precisa de adultos para ajudá-la. Uma mulher é ser uma criança com personalidade suficiente para ser suficientemente independente. Não crie dependência na fase da vida que a única coisa que se espera das pessoas é que sejam independentes. 

O tanto faz é a permissão de não participar de nada e simplesmente botar o bloco na rua!


“ Eu quero botar o meu bloco na rua. Eu por mim, queria isso e aquilo. Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso. É disso que eu preciso ou não é nada disso. Eu quero é todo mundo nesse carnaval ...!” Pelo direito de querer o diferente e de querer o comum. Pelo direito de não ter que ter uma opinião formada sobre tudo. Pelo direito de não se envolver. Pelo direito de dizer: tanto faz. O fato de não estar nem contra, muito menos a favor não significa alienação. Significa uma escolha em não ter a obrigação de estar partidário a nada. Pelo direito de não precisar ter uma resposta pra coisas que não interferem no rumo das coisas.

Assim como temos o direito da revolta, da luta, do contraponto, deveríamos ter o direito de simplesmente não estar ligando para o que não é relevante. Azul ou amarelo? Sábado ou domingo? Cedo ou tarde? Junto ou separado? Perto ou longe? Oras não sei ! Não quero saber! Não quero decidir coisas que a decisão não é entre o bom e o ruim, sim ou não. Coisas relevantes, coisas importantes, coisas inteligentes isso sim. Mas trivialidades não sou especialista. Não gosto, não curto! Sim, não sei decidir coisas que no final tem o mesmo impacto. O tanto faz não significa falta de opinião, mas expressa que qualquer opção satisfaz. O sim e o não, esses sim, deveriam ter o significado concreto, de uma única interpretação. Mas o “tanto faz”, - coitado - , ele é tão renegado, interpretado como desleixo. Não! O tanto faz é a permissão de não participar de nada e simplesmente botar o bloco na rua!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

domingo, 7 de agosto de 2011

O que é o amor?

O que é amor?

Uma grande duvida, a qual, cada ser humano tem o direito de definir e escolher como expressá-lo. Sem definição correta, sem o concreto, sem o abstrato, sem o tato, sem porquê, razão, sem motivo, por impulso, por motivação, por certeza, por vontade, por medo, por gosto, por raiva, por desgosto, por carinho, por conseqüência. Enfim, o que amor?

Porque se busca tanto entender o conceito de tal palavra, de tal ato, de tal sentimento, de tal metáfora. Seria tudo isso verdade, ilusão, certeza, coração? Algo vendido, comprado, feito, criado, descoberto. Uma busca incessante, um caminho sem volta, a nossa volta.

Dentre tantas formas de amar, está a escolha do que amar, por quanto tempo amar, qual a razão de amar, qual intensidade amar.Sim, mais difícil que definir, é sentir, camuflar, enganar, se enganar. Mais complexo é pensar em tudo, é racionalizar o que não é racional.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Precisa acontecer alguma coisa meu bem !

Precisa acontecer alguma coisa, está tudo tão certo, tão óbvio. Estou precisando de um pouco mais de aventura, de emoção, de suspense! Está faltando o famoso frio na barriga, o medo do incerto, o imprevisto.
A minha vida anda muito bem formatada. Presa a horários, a lugares, a poucas funções. Estou precisando de um pouco de Carnaval na minha vida. Preciso ser um pouco mais Vany.
Não estou aqui reclamando da estabilidade, longe disso, só estou relembrando os momentos que fazem a vida um pouco mais empolgante. Quero o imprevisto, a loucura, a vontade de ser e fazer, a liberdade e o espaço para assim ser.
A monotonia nunca foi a minha amiga, alias não nos damos bem! A inconstância e a vontade de ser mais me fazem, me definem.
Tô precisando variar, criar, causar!
Quem sabe um novo amor, ou uma paixão avassaladora ou até mesmo um novo passatempo?
é, como diria Raul:
" Tem que acontecer alguma coisa neném. Parado é que eu não posso ficar
Quero tocar fogo onde bombeiro não vem
Vou rasgar dinheiro, tocar fogo nêle, só prá variar ".


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Bom mesmo é quando faz mal, será ?

O que separa o bom do ruim, nesse caso, é tão pouco que eu vivo sem saber definir o que eu acho de tudo isso! Ou melhor, o que acho de só isso.

Não sei se tal situação é algo que faz bem ou não. Não faz bem a minha vaidade, isso é fato. Mas mata minha vontade, desperta feminilidade e provoca meus instintos. Faz mal a minha consciência, mas faz bem ao meu corpo. Polui meus pensamentos, me provoca ódio, prazer, vontade, raiva, passionalidade, crises de julgamento, coloca em xeque minhas verdade e valores….

Não sei se devo continuar, se devo parar, se é algo certo, se é uma brincadeira, se é alguma coisa, se é coisa séria, se é digno de pensamento, se é digno de sentimento, se é pra valer, se é para passar o tempo. Não sei se quero, se preciso, se faz parte do jogo, ou se é uma história à parte. Não sei se quero mesmo saber de tudo isso. 

Só sei que está difícil toda essa confusão que me causastes.  Não me arrependo, talvez até faria mais uma vez, talvez não. Como saberei ? O que importa saber também. Sinto falta de coisas que eu tanto repugnava. Fui traída pela minha cumplicidade. Fui traída pela minha verdade, pelo meu sentimento de auto- suficiência. Foi no meu desabafo que eu tracei o caminho para o fracasso. Disse coisas de mais a quem, hoje, pensa antes de me dizer ou fazer algo. Fui demais com quem hoje é de menos. O que eu fiz? O que eu deixei de fazer? Está certo o que eu estou fazendo?  O que é mais definitivo na vida de alguém: o passado, o presente ou o futuro? A ausência ou a presença? O conceito de amor ou de necessidade? A verdade sincera ou a mentira singela? O que devemos saber para conviver ?
A minha independência parece que se tornou dependência!